ARCP faz manutenção de área plantada durante curso de muvuca na APA do Guariroba
Publicado em 15 de Maio de 2023
No local, foram plantadas sementes de várias espécies com a técnica muvuca
Após três meses do curso sobre a técnica de plantio "muvuca", realizado pela empresa VerdeNovo Sementes Nativas, contratada pelo WWF-Brasil e a Tapestry Fundation, equipes da Associação de Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba) fizeram a manutenção da área de um hectare que recebeu as sementes durante o workshop. No local, foram plantadas sementes com a técnica muvuca, ou seja, as sementes de várias espécies nativas e adubação verde são misturadas e plantadas diretamente no solo.
De acordo com o presidente da ARCP Guariroba, Claudinei Pecois, a Muvuca foi feita em um hectare e foram utilizadas duas formas diferentes da técnica nessa área. "Em meio hectare foi plantado muvuca em linha, quando as sementes são jogadas em buracos em linha e depois cobertas com terra. No restante, meio hectare, as sementes foram esparramadas, lançadas. Nesse caso, não tinham buracos, a terra foi gradeada antes com ajuda de trator", explica ele.
A vantagem da muvuca, conforme Claudinei, é que através da técnica é possível restaurar áreas maiores degradadas, com custo menor e maior dinamismo. "Além de fomentar a rede de sementes, já que as sementes são compradas de comunidades quilombolas e indígenas, que coletam essas sementes. A muvuca é um sistema mais barato, mais rápido de se fazer, mas ainda está em análise, em experimento. Estamos escolhendo a melhor técnica, que a gente possa desenvolver isso na bacia do Guariroba", finaliza o presidente da ARCP.
O agrônomo da ARCP, responsável pelo plantio, Diego Alves, conta que a manutenção da área plantada no sistema muvuca foi feita entre os dias 25 de abril a 10 de maio deste ano e com a utilização de enxadas. "Principalmente, na área onde foi semeado em linha. Ali teve um maior rendimento de mudas e, por isso, tivemos mais cuidado para fazer a limpeza entre as mudas e também entre as linhas", analisa ele.
Segundo o agrônomo, já na área onde foi feito o plantio no sistema muvuca onde as sementes foram apenas lançadas, a equipe da ARCP realizou a manutenção utilizando roçadeiras. "Na parte onde foi jogado a lanço, a braquiária acabou tomando conta e não teve um bom desenvolvimento das mudas", conclui Diego.
Curso
Em janeiro deste ano, a Associação de Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba) e o Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB) participaram de cursos teóricos e práticos de "muvuca". O curso foi ministrado, durante quatro dias, pela empresa VerdeNovo Sementes Nativas, contratada pelo WWF-Brasil e pela Tapestry Foundation.
No Cerrado, a muvuca é uma técnica que tem se mostrado promissora para a recuperação de áreas degradadas e nascentes. No processo de muvuca, as sementes são misturadas e lançadas no solo manualmente ou com ajuda de tratores. Tudo isso para chegar o mais próximo possível da vegetação original.
Dois cursos teóricos e práticos de muvuca foram realizados em parceria com as instituições locais: a ARCP e o IASB. Um deles aconteceu em Bonito e outro na Área de Proteção Ambiental (APA) do córrego Guariroba, em Mato Grosso do Sul. Mais de 40 pessoas participaram e 2,5 hectares de área foram plantados com semeadura direta.
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ARCP faz manutenção de área plantada durante curso de muvuca na APA do GuarirobaAssociação de Restauração, Conservação e Preservação de produtores de água da Bacia do Guariroba.
Author:
ARCP Guariroba
Após três meses do curso sobre a técnica de plantio "muvuca", realizado pela empresa VerdeNovo Sementes Nativas, contratada pelo WWF-Brasil e a Tapestry Fundation, equipes da Associação de Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba) fizeram a manutenção da área de um hectare que recebeu as sementes durante o workshop. No local, foram plantadas sementes com a técnica muvuca, ou seja, as sementes de várias espécies nativas e adubação verde são misturadas e plantadas diretamente no solo.
De acordo com o presidente da ARCP Guariroba, Claudinei Pecois, a Muvuca foi feita em um hectare e foram utilizadas duas formas diferentes da técnica nessa área. "Em meio hectare foi plantado muvuca em linha, quando as sementes são jogadas em buracos em linha e depois cobertas com terra. No restante, meio hectare, as sementes foram esparramadas, lançadas. Nesse caso, não tinham buracos, a terra foi gradeada antes com ajuda de trator", explica ele.
A vantagem da muvuca, conforme Claudinei, é que através da técnica é possível restaurar áreas maiores degradadas, com custo menor e maior dinamismo. "Além de fomentar a rede de sementes, já que as sementes são compradas de comunidades quilombolas e indígenas, que coletam essas sementes. A muvuca é um sistema mais barato, mais rápido de se fazer, mas ainda está em análise, em experimento. Estamos escolhendo a melhor técnica, que a gente possa desenvolver isso na bacia do Guariroba", finaliza o presidente da ARCP.
O agrônomo da ARCP, responsável pelo plantio, Diego Alves, conta que a manutenção da área plantada no sistema muvuca foi feita entre os dias 25 de abril a 10 de maio deste ano e com a utilização de enxadas. "Principalmente, na área onde foi semeado em linha. Ali teve um maior rendimento de mudas e, por isso, tivemos mais cuidado para fazer a limpeza entre as mudas e também entre as linhas", analisa ele.
Segundo o agrônomo, já na área onde foi feito o plantio no sistema muvuca onde as sementes foram apenas lançadas, a equipe da ARCP realizou a manutenção utilizando roçadeiras. "Na parte onde foi jogado a lanço, a braquiária acabou tomando conta e não teve um bom desenvolvimento das mudas", conclui Diego.
Curso
Em janeiro deste ano, a Associação de Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba) e o Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB) participaram de cursos teóricos e práticos de "muvuca". O curso foi ministrado, durante quatro dias, pela empresa VerdeNovo Sementes Nativas, contratada pelo WWF-Brasil e pela Tapestry Foundation.
No Cerrado, a muvuca é uma técnica que tem se mostrado promissora para a recuperação de áreas degradadas e nascentes. No processo de muvuca, as sementes são misturadas e lançadas no solo manualmente ou com ajuda de tratores. Tudo isso para chegar o mais próximo possível da vegetação original.
Dois cursos teóricos e práticos de muvuca foram realizados em parceria com as instituições locais: a ARCP e o IASB. Um deles aconteceu em Bonito e outro na Área de Proteção Ambiental (APA) do córrego Guariroba, em Mato Grosso do Sul. Mais de 40 pessoas participaram e 2,5 hectares de área foram plantados com semeadura direta.