A história da bióloga Maria Luciana com a APA do Guariroba teve inÃcio logo após passar no mestrado em Biologia Vegetal, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), entre 2015 e 2017. "Ouvi falar sobre a APA ainda na graduação de biologia, entre 2011 e 2012, quando em uma disciplina tive a oportunidade de fazer uma visita na bacia. Mas, mas após concluir a graduação, fui apresentada a professora LetÃcia Couto, da área de Restauração Ecológica, e sob a supervisão dela me encaminhei para o mestrado", conta Luciana.
Maria Luciana Zequim Colado e a APA do GuarirobaAssociação de Restauração, Conservação e Preservação de produtores de água da Bacia do Guariroba.
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ARCP Guariroba
O meio ambiente é um dos temas mais abordados atualmente em todo o mundo e como preservar esse recurso natural está entre os principais questionamentos do Poder Público e também das entidades de proteção ambiental. Pensando na importância da preservação, a Associação de Recuperação, Conservação e Preservação da Bacia do Guariroba (ARCP Guariroba) publica uma série de matérias com personalidades da região da Área de Proteção Ambiental (APA) do Guariroba, que se esforçam para resguardar o meio ambiente, com práticas sustentáveis e, desta forma, conservando os recursos fundamentais para a nossa sobrevivência, como a água. A intenção é que, através desta série e das experiências vividas por essas personalidades na APA do Guariroba, outras entidades e pessoas possam se inspirar e desenvolver atividades semelhantes em seus territórios. O destaque de hoje é a bióloga Maria Luciana Zequim Colado que participou diretamente da melhoria da região e acredita que a área poderá se tornar um polo de produção sustentável.
A história da bióloga Maria Luciana com a APA do Guariroba teve início logo após passar no mestrado em Biologia Vegetal, na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), entre 2015 e 2017. "Ouvi falar sobre a APA ainda na graduação de biologia, entre 2011 e 2012, quando em uma disciplina tive a oportunidade de fazer uma visita na bacia. Mas, mas após concluir a graduação, fui apresentada a professora Letícia Couto, da área de Restauração Ecológica, e sob a supervisão dela me encaminhei para o mestrado", conta Luciana.
A entrada da bióloga no mestrado coincidiu com o início de um projeto em parceria com a WWF na Bacia do Guariroba." Desta forma, eu desenvolvi todo o meu trabalho de mestrado com apoio da WWF e dos produtores do Guariroba. Foram dois anos de muitas idas e vindas em diversas fazendas, de modo que pude conhecer e vivenciar a rotina da região", explica Luciana, ressaltando que após esse período permaneceu na região por mais três anos, de 2017 a 2019, como técnica responsável pela implantação e continuidade dos trabalhos de restauração, trabalhando diretamente com plantio de mudas, semeadura direta e diversos monitoramentos nas Áreas de Preservação Permanente (APPs).
Quando chegou na região da APA do Guariroba, a bióloga lembra que ficou impressionada com as estradas ruins e as pontes em situação precárias. As áreas, segundo Luciana, já tinham histórico de degradação muito grande, solo exposto e déficit de APP em diversas propriedades. "Um fato marcante na trajetória da APA, foi o fortalecimento da ARCP Guariroba, que deixou de ser representativa e passou a receber e a executar efetivamente os projetos. Com isso, houve um avanço na conservação do território, bem como um ganho de visibilidade e empoderamento da população no âmbito de cobrar ações reais para a bacia, que por anos foram cobradas e passavam despercebidas por diversos órgãos, como a implementação do Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), instalação de placas de sinalização na região, melhorias de estradas e pontes, cercamentos dos pontos críticos nas margens dos córregos", afirma ela.
Para a bióloga, a situação da APA melhorou muito atualmente com o trabalho realizado pela ARCP e parceiros. "A região pode vir a ser um polo de produção sustentável, tendo abundância de água e áreas preservadas que agregam valor à produção pecuária, no entanto, isso exige esforços, tanto por parte do produtor em manter suas propriedades produzindo de forma sustentável quanto do poder público em manter e incentivar as oportunidades", avalia Luciana.
Como campo-grandense, Luciana não esconde o orgulho de poder abrir as torneiras e ter água pura e saber que 50% dessa água vem da Bacia do Guariroba, onde cresceu e se aperfeiçoou profissionalmente. "Foi na APA que eu reafirmei o meu juramento enquanto bióloga, tornei-me mestre e me desenvolvi profissionalmente e pessoalmente também, vivenciando os dois lados da moeda: o acadêmico e social; as dores e os desejos de quem vive e se sustenta desse manancial. Meu sonho é que a Bacia do Guariroba seja exemplo de conservação e produção sustentável para o Brasil e para o mundo", finaliza a bióloga.
* Maria Luciana Zequim Colado é bióloga e mestre em Biologia Vegetal